Recuperar ou transformar o negócio

Recuperar ou transformar um negócio é um processo que deve começar em eixos fundamentais. Vivemos, à partida, tempos de mudança, que criam o contexto ideal para questionar tudo o que rodeia a organização. Deve, assim, repensar o modelo de gestão. Comece por se colocar em causa, a si mesmo (a), enquanto gestor (a). Se tem o seu negócio centrado numa pessoa apenas ou num grupo restrito de pessoas, pense novamente.

As suas pessoas

Nada acontece sem as pessoas. São o elo fundamental e quem dá “vida” a um plano. Não é possível recuperar o negócio sem uma equipa que personifique aquilo que a organização quer atingir. É, contudo, essencial assegurar alguns elementos básicos na sua gestão.

Elementos básicos

Assim, para recuperar e transformar o seu negócio deverá voltar aos elementos básicos da operação. Tem um plano adequado à nova realidade? Caso não esteja em linha com os objectivos de transformação de negócio, é altura de o desenvolver.

Missão, Visão, Valores

Comecemos pelo princípio. Repense ou defina a missão da organização, enquadrando o seu negócio, a sua essência e “razão de existir”. Por outro lado, não esqueça a construção da visão, a qual traduz onde quer estar no futuro, para “onde” vai. A missão e a visão, devem incorporar os valores da empresa, a sua história e o seu propósito. São vectores fundamentais, a discutir e comunicar eficazmente. Garanta que estão ligados a uma noção de cultura, em que todos conhecem os valores da empresa, guiando estes a sua acção. Não menos importante, ter objectivos claramente definidos, não somente operacionais e de performance de negócio, mas, também, em função dos referidos valores e propósito.

Eixos estratégicos

Faça uma avaliação do modelo de negócio a 360º, pensando nas suas vantagens competitivas, e nos seus elementos diferenciadores e únicos. Descreva-os sumariamente e adicione no documento que serve de base ao plano. Defina, depois, onde quer chegar. Objectivos claros, mensuráveis e enquadrados no tempo. Uma análise SWOT ajudará a enquadrar e relacionar com ameaças e oportunidades. Identifique os pontos fracos e fortes, riscos e as oportunidades / desafios que se lhe colocam e o plano de acções para o sucesso. Sempre de acordo com o que pretende e no prazo que definiu.

Análise financeira

A análise da situação financeira determinará o grau de profundidade de medidas de transformação. Determinar a situação de liquidez, avaliando os resultados operacionais dos 3 últimos exercícios dão uma tendência e colocam em cima da mesa as necessidades de capital, para normalização da operação e eventual investimento. Rever a sua estrutura de custos é prioritário, para uma visão mais próxima da realidade.

Precisará de recorrer a programas especiais de apoio? Ou aumentar endividamento? Definir as suas necessidades de capital de curto e médio prazos e opções de financiamento, será vital para viabilizar o plano definido.

Receita e rentabilidade

Os resultados anteriormente analisados resultam de uma estrutura de receita que deve avaliar. Qual o grau de sustentabilidade do volume de negócios, está diversificado ou concentrado em produtos com maior peso? Qual o nível de risco, quem são os clientes estratégicos, representam 80% ou mais do total de vendas? Há concentração de receitas num reduzido número de clientes?

Finalmente, deve existir uma análise global da rentabilidade do negócio. As vendas geram a margem desejada? E, numa óptica financeira, qual a rentabilidade do capital investido?

Marketing e Vendas

Seguramente pretende aumentar vendas. Avalie, assim, o seu mercado e a sua concorrência. Faça benchmarking de práticas, produtos e defina uma estratégia de preço.

Depois, deve ter as pessoas e os processos oleados. O seu funil de vendas mapeado e a equipa pronta para os novos desafios. Será que tem as pessoas, mas não tem os processos? Defina as suas prioridades, determinando, depois, o que precisa de fazer para lá chegar. Finalmente, analise os resultados do ano anterior e alinhe as suas ações.

Como está definida a organização comercial? Tem uma força de vendas própria ou externa? Garanta objectivos claros, com rigorosa medição da performance e respectivas políticas de remuneração.

Quais as acções de marketing desenvolvidas? Tem um plano de execução, utilizando diferentes canais de comunicação? O website deve traduzir os valores da sua marca, tendo uma estrutura que potencia a geração de leads de negócio. O funil de vendas é, assim, um elemento crítico de negócio.

Estratégia de cliente

No mundo de hoje, a organização deve estar centrada no cliente, tendo a equipa focada na excelência de serviço. Defina um ciclo de vida de cliente, com os diferentes pontos de interação devidamente mapeados. Caso não tenha, esta deve ser uma prioridade absoluta. Medir a retenção de clientes, analisando, ainda, os seus níveis de satisfação, será essencial no processo de transformação. A chave está em tornar-se numa organização centrada no cliente, pelo que, assim, deverá desenvolver um processo de customer-journey. Saiba aqui como desenvolver o plano centrado no cliente.

Pessoas e liderança

As pessoas serão o vector fundamental da mudança. A consecução de todos os elementos anteriores só será possível, com uma adequada estrutura organizacional. A liderança deve rodear-se, assim, de uma equipa nas funções-chave, com fluxos de decisão definidos e graus de autoridade nos vários domínios. A comunicação interna será o elo entre todas as equipas de gestão e operacionais. Por último, e não menos relevantes, são os níveis de empowerment e autonomia permitidos. Valorize as suas pessoas e deixe-as crescer.

Particularmente em momento de transformação, deve ser assegurada comunicação eficaz das decisões-chave e do novo plano e objectivos, para ter todos a remar na mesma direção.

O mundo mudou

Todos sabemos que o mundo mudou. Depois de meses de trabalho à “distância”, temos ferramentas que se consolidaram e mudaram a forma de trabalhar. Como se adaptou ao teletrabalho? Tem elementos da equipa a trabalhar remotamente? Transformar o seu negócio também passa por rever o que se alterou na dinâmica da equipa, com a sua organização preparada para um novo paradigma. Muito mais do que ter as ferramentas digitais, no regresso à actividade plena, cada vez mais profissionais trabalharão de forma híbrida, com equilíbrio entre trabalho presencial e remoto. Está preparado? Saiba aqui como podemos ajudar no seu plano de recuperação.

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